HISTÓRIA DEMOGRÁFICA DO SARS-COV-2 NO ESTADODO ESPÍRITO SANTO,
BRASIL, BASEADA EM UMA ABORDAGEM FILOGEOGRÁFICA

Nome: AURA MARCELA CORREDOR VARGAS
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 09/11/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
GREICIANE GABURRO PANETO Co-orientador
TEODIANO FREIRE BASTOS FILHO Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
GREICIANE GABURRO PANETO Coorientador
SANDRA LÚCIA VENTORIN VON ZEIDLER Examinador Interno
TEODIANO FREIRE BASTOS FILHO Orientador
UERIC JOSÉ BORGES DE SOUZA Examinador Externo

Resumo: O novo coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2),
responsável pelo surto da doença do coronavírus 2019 (COVID-19), ainda continua sendo um evento importante de saúde pública, da qual em 11 de março de 2020, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou como pandemia. Diante disso, a doença se espalhou por todos os continentes, causando mais de 628 milhões de contágios no mundo e mais 6,5 milhões de mortes, sendo mais de 687 mil no Brasil. O primeiro caso de COVID-19 no Estado do Espírito Santo (ES) foi em 29 de fevereiro de 2020, e atualmente o ES registra mais de 1,2 milhões de contágios. A rápida disseminação do SARS-CoV-2 levou ao aparecimento de novas linhagens, tornando a filogeografia como uma abordagem necessária para compreender a dinâmica e a evolução do vírus, através de sequências genéticas depositadas no banco de dados
GISAID. Esta pesquisa representa o primeiro estudo com uma abordagem
filogeográfica do SARS-CoV-2, o qual tem por objetivo mostrar a história demográfica e genética do SARS-CoV-2 no ES, a partir de sequências genômicas obtidas entre 29 de fevereiro de 2020 e 18 de janeiro de 2022. Para cumprir este propósito, foram recopiladas 317 sequências genéticas do SARS-CoV-2 do ES, com a finalidade de identificar as linhagens do SARS-CoV-2, seus haplótipos, inferir uma rede, caracterizar a diversidade e estrutura genética nas subpopulações que compõem o ES e, por fim, reconstruir a demografia populacional do vírus. Os achados indicaram que durante o período estabelecido houve uma alta diversidade de linhagens, havendo sido detectadas 22 linhagens no total. A linhagem mais frequente detectada no ES foi a AY.99.2 (32,49%), e ao realizar a junção das linhagens que compreendem
a variante Delta, identificou-se que foi a única variante detectada em todas as
subpopulações do ES. A subpopulação da região Metropolitana de Vitória foi a que teve maior quantidade de linhagens (14) em comparação com as outras
subpopulações do ES. Também se detectou um alto valor de diversidade haplotípica (h=0,9994) e uma baixa diversidade nucleotídica (π=0,00134), o que demonstra uma recente expansão populacional, confirmada na rede pela alta quantidade de haplótipos únicos. Além disso, a discreta diferenciação entre as subpopulações do ES ficou evidenciada na rede pelos poucos haplótipos compartilhados. Por fim, a análise espaço-temporal da população do SARS-CoV-2 demonstrou uma hipótese de oscilação na expansão do Ne no período de dois anos, a qual se correlacionou com as ondas epidemiológicas que o ES apresentou. Como principal contribuição deste estudo, tem-se a análise dos eventos históricos, demográficos e genéticos do SARS- CoV-2 no ES, havendo sido utilizada uma abordagem filogeográfica para o entendimento da evolução do vírus no contexto da pandemia da COVID-19 tanto a nível estadual, nacional e global quanto ao avanço nos estudos filogeográficos virais.

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